PF notifica Eduardo Bolsonaro para se defender em processo por possível abandono de cargo



Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados


Da redação

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) tem prazo de 15 dias para apresentar defesa em um processo administrativo da Polícia Federal que apura possível abandono do cargo de escrivão na corporação. A notificação foi publicada em edital no Diário Oficial da União desta segunda-feira (16).

De acordo com o documento, a publicação em edital ocorreu porque o ex-parlamentar estaria em “lugar incerto e não sabido”, o que levou à adoção desse procedimento para garantir o andamento do processo disciplinar.

Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos há mais de um ano e, sob a alegação de sofrer perseguição política, não retornou ao Brasil após ser convocado pela Polícia Federal, em janeiro, a reassumir suas funções na corporação.

A determinação previa a adoção de “providências administrativas e disciplinares cabíveis” caso houvesse ausência injustificada.

Carreira na PF e perda de mandato

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo ingressou na Polícia Federal em 2010 como escrivão, mas permaneceu afastado das atividades policiais durante o período em que exerceu mandato como deputado federal.

Em dezembro do ano passado, ele perdeu o mandato na Câmara dos Deputados do Brasil após ultrapassar o limite de faltas às sessões deliberativas do plenário. A decisão foi formalizada pelo então presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Ao todo, o ex-deputado acumulou 59 ausências não justificadas. A Constituição prevê a perda do mandato para parlamentares que faltarem a mais de um terço das sessões deliberativas.

Réu no STF

Eduardo Bolsonaro também é réu no Supremo Tribunal Federal por coação no curso do processo. A acusação está relacionada à atuação dele nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras durante o andamento do julgamento sobre a tentativa de golpe investigada pela Corte.

Apesar de tentar barrar o processo contra o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado e cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão.
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