O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) do Ministério das Cidades, que visa reduzir desastres naturais em Itabuna, foi apresentado nesta quinta-feira, dia 30, no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS V), no Bairro de Fátima. As ações de mapeamento, fundamentais para amenizar danos em área de risco, são executadas por uma equipe técnica da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).
Atualmente em Itabuna, o mapeamento está ocorrendo na região do CRAS V, que abrange localidades como Califórnia e Nova Califórnia. O projeto Periferia Sem Risco, que integra o PMRR, é focado em áreas de inundações e de deslizamento, que são classificadas nos graus 4, quando há risco alto de acidentes; 3, quando o risco é menos alto, 2 ou risco médio, o qual é possível controlar e 1 onde não há risco.
“Nosso mapeamento é dos riscos 2, 3 e 4. Posteriormente, vamos indicar o grau de cada localidade e o tipo de intervenção que vai receber”, afirmou o coordenador do curso de Engenharia da UESC, professor Cleverson Alves.
O secretário municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), Erasmo Ávila, participou do encontro técnico no CRAS V. Para ele é fundamental a parceria do município com a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, responsável pelo PMRR, para a conscientização da população que vive em áreas de risco. “Nós temos todas as informações de famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social e dentro desse grupo existem aquelas que moram em localidades em risco de inundação e desabamento e áreas subnormais. A nossa participação é importante porque vamos preparar as pessoas para enfrentar esses riscos”, disse Erasmo.
O coordenador do curso de Engenharia da UESC, Cleverson Alves, que está à frente do projeto, disse que a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza contribui de forma significativa para a coleta de informações sobre pessoas afetadas por desastres naturais.
“O Social é a ponta de lança quando ocorre o desastre. A nossa parceria com o Social é compreender o território, saber o número de atingidos e conseguir entrar no local com mais precisão”, disse Cleverson Alves.



