INSS mantém prova de vida automática em 2026 e dispensa ida presencial para maioria dos beneficiários



Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil


Da Redação

A comprovação de vida exigida de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) segue, em 2026, baseada em um sistema automático, que reduz de forma significativa a necessidade de comparecimento presencial. Desde 2023, a responsabilidade pela verificação passou a ser do próprio instituto, que utiliza o cruzamento de dados de diferentes bases governamentais para confirmar que o beneficiário está vivo.

O monitoramento é feito de maneira contínua. Após o aniversário do segurado, o INSS passa a buscar registros de interações recentes com serviços públicos ou privados. Quando alguma dessas atividades é identificada dentro do período de apuração, a prova de vida é confirmada automaticamente, sem que o beneficiário precise realizar qualquer procedimento.

Assim como ocorreu em 2025, o INSS mantém a diretriz de não interromper pagamentos sem aviso prévio. O bloqueio do benefício só ocorre em último caso, após notificação ao segurado e esgotadas todas as tentativas de validação eletrônica.

Quais ações valem como prova de vida

Diversas atividades do dia a dia são consideradas suficientes para a comprovação automática. Entre elas estão:

Acesso ao aplicativo Meu INSS ou a aplicativos do Gov.br com selo ouro, que utilizam reconhecimento facial;

Contratação de empréstimo consignado com validação biométrica;

Saque ou recebimento do benefício em caixa eletrônico com uso de biometria;

Atualização de dados no Cadastro Único (CadÚnico);

Participação em eleições;

Emissão ou renovação de documentos oficiais, como CNH, passaporte ou carteira de trabalho.

O que acontece se não houver registro de atividade

Caso o INSS não identifique nenhuma movimentação que comprove a vida do segurado dentro do período analisado, será emitida uma notificação. O aviso pode ocorrer pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou pelo banco responsável pelo pagamento do benefício.

Após a comunicação, o beneficiário terá um prazo para regularizar a situação, podendo realizar qualquer uma das ações reconhecidas pelo sistema. Somente se não houver alternativa eletrônica será exigido o comparecimento presencial a uma agência bancária.

Risco de bloqueio

Quem não regularizar a situação dentro do prazo estabelecido terá o pagamento bloqueado. Se a pendência continuar, o benefício poderá ser suspenso de forma definitiva. Por isso, o INSS orienta os segurados a manter telefone e e-mail atualizados no sistema Meu INSS, já que notificações também podem ser enviadas por SMS ou mensagens eletrônicas.
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