Pesquisa AtlasIntel reforça alerta do setor produtivo sobre mudança na escala 6x1




Pesquisa divulgada na última terça-feira (26) pelo Jornal A TARDE reforça pontos que vêm sendo defendidos pelo setor produtivo baiano no debate sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho. O levantamento da AtlasIntel mostra que cresce entre os brasileiros a preocupação com os impactos econômicos da medida, especialmente em relação à inflação, informalidade e perda do poder de compra. Segundo os dados, 47% dos entrevistados acreditam que a mudança pode elevar a inflação e 44% avaliam que ela pode aumentar a informalidade no mercado de trabalho.

A avaliação das entidades empresariais é que a discussão deixou de tratar apenas da escala 6x1 e passou a envolver uma mudança estrutural na jornada semanal de trabalho, com impactos diretos sobre custos operacionais, preços e competitividade. Durante as reuniões promovidas pela Associação Comercial da Bahia (ACB) com parlamentares e representantes de diversos segmentos econômicos, lideranças do setor produtivo alertaram que o repasse ao consumidor pode chegar a 13% em algumas atividades intensivas em mão de obra, como comércio, alimentação e serviços.

Nos últimos meses, a ACB promoveu uma série de encontros e debates com representantes do setor produtivo, uma das reuniões teve a presença do deputado federal Léo Prates (Republicanos), relator da proposta na comissão especial da Câmara. Participaram também dos encontros os deputados Paulo Azi (União), Adolfo Viana (PSDB) e Antônio Brito (PSD). O coro em uníssono das entidades defende que qualquer mudança ocorra com transição gradual, diferenciação entre setores, preservação da negociação coletiva e mecanismos de compensação econômica para evitar aumento de preços, perda de competitividade, fechamento de pequenos negócios e redução do poder de compra da população.

Entidades do setor produtivo baiano que estão preocupadas com os impactos na economia, a escalada de preços e desemprego que a medida pode causar: Associação Comercial da Bahia (ACB), Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia (FCDL-BA), Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (ADEMI-BA), Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas Bahia), Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia), Sindicato das Empresas de Refeições Coletivas do Estado da Bahia (Sinderc), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB).








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