Moraes impõe vigilância policial 24 horas e proíbe celulares em hospital onde Bolsonaro está internado





O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agiu com o rigor necessário para garantir que a internação de Jair Bolsonaro não se torne uma brecha para articulações políticas. Em decisão proferida nesta sexta-feira, Moraes determinou que o ex-presidente permaneça sob vigilância policial ininterrupta nas dependências do Hospital DF Star, em Brasília. A ordem estabelece que, no mínimo, dois policiais militares devem permanecer fixos na porta do quarto, com equipes de prontidão espalhadas por toda a unidade de saúde durante as 24 horas do dia.


Além do cerco policial, o magistrado foi enfático ao proibir o uso de qualquer dispositivo eletrônico dentro do quarto ou da UTI onde o detento recebe tratamento. A vedação atinge acompanhantes e visa impedir que o condenado por tentativa de golpe de Estado utilize computadores ou celulares para se comunicar com o mundo exterior. Com exceção dos equipamentos médicos essenciais, nenhum smartphone ou tablet poderá ingressar no recinto, garantindo o isolamento comunicacional necessário à sua condição de presidiário.

As visitas, que antes possuíam certa flexibilidade na sala de Estado Maior da "Papudinha", foram duramente restringidas. Moraes suspendeu todas as autorizações anteriores, mantendo apenas o acesso da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos filhos do ex-capitão. Qualquer outra pessoa que deseje ver o paciente precisará de uma autorização específica e fundamentada da Justiça. Essa medida evita que o hospital se torne um ponto de peregrinação para a prole e aliados que tentam politizar o estado de saúde do condenado.


Bolsonaro foi encaminhado ao hospital após apresentar sintomas como vômitos e calafrios durante a madrugada em que cumpria sua pena de 27 anos. Embora a internação seja um direito garantido para tratamento de saúde, a decisão do STF reafirma que Bolsonaro continua sob custódia do Estado. O Núcleo de Custódia da Polícia Militar foi acionado para providenciar a fiscalização imediata, assegurando que o tratamento médico não sirva de pretexto para qualquer relaxamento da disciplina prisional.

A rigidez de Alexandre de Moraes reflete a gravidade dos crimes cometidos pelo ex-presidente contra a democracia brasileira. Ao impedir a entrada de eletrônicos e centralizar as autorizações de visitas, o Judiciário sinaliza que o hospital é apenas uma extensão do sistema penitenciário neste caso. A segurança e a fiscalização interna e externa buscam neutralizar qualquer tentativa de desvio ou uso indevido da infraestrutura hospitalar para fins que não sejam estritamente clínicos.

O ex-presidente segue submetido a exames laboratoriais e de imagem sob o olhar atento da vigilância oficial. Enquanto a defesa tenta usar a situação física do detento para pleitear benefícios, a Suprema Corte mantém o rito da execução penal com absoluta firmeza. O esquema de vigilância montado no DF Star serve para lembrar que, mesmo enfermo, Jair Bolsonaro deve responder integralmente pelos seus atos perante a justiça, sem os privilégios que desfrutava quando ocupava o poder.

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