Império em frangalhos, seis militares americanos morrem em queda de avião no Iraque durante guerra contra o Irã





Enquanto Donald Trump tenta bancar o senhor da guerra e exige a "rendição incondicional" do Irã, a máquina de guerra americana começa a mostrar suas rachaduras. Seis militares da Força Aérea dos Estados Unidos morreram na queda de um avião-tanque KC-135 no oeste do Iraque, durante uma missão de apoio às operações militares contra o Irã. O acidente ocorreu na quinta-feira, em espaço aéreo considerado seguro pelas forças americanas, e vitimou todos os seis tripulantes a bordo. Uma tragédia anunciada para quem insiste em transformar o Oriente Médio num campo de testes para seu complexo industrial militar.

Segundo informações do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), a aeronave realizava uma operação de reabastecimento aéreo quando se envolveu num incidente com outro avião do mesmo modelo. Enquanto um KC-135 despencou, o outro conseguiu pousar em segurança. As investigações estão apenas começando, mas o episódio levanta questões incômodas sobre a segurança das operações militares americanas numa região cada vez mais instável. O que acontece quando a máquina de guerra começa a devorar os seus?


Os KC-135 Stratotanker são peças fundamentais na engrenagem bélica dos EUA, responsáveis por ampliar o alcance de caças e bombardeiros que espalham destruição por países soberanos. Desta vez, porém, a tecnologia que deveria garantir superioridade aérea não impediu que seis famílias americanas recebessem a pior notícia de suas vidas. O Pentágono ainda não divulgou os nomes das vítimas, mas a frieza com que trata seus soldados contrasta com a retórica belicista de Trump, que segue ameaçando o Irã com "destruição completa".


Enquanto isso, a aventura imperialista no Oriente Médio completa duas semanas com um saldo devastador: mais de 1,3 mil civis iranianos mortos, centenas de libaneses assassinados, meio milhão de deslocados e agora o sangue de seis militares americanos manchando o solo iraquiano. O império pode até esconder seus cadáveres, mas não consegue mais esconder o fracasso de sua política externa baseada na força bruta e na arrogância. Que os 6,3 mil quilômetros que separam Washington do Iraque sirvam para lembrar que guerras de agressão sempre cobram um preço e ele costuma ser cobrado em vidas.

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