
Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Agência Brasil
Da Redação
Seis anos após a chegada da Covid-19 ao Brasil, a doença continua provocando mortes na Bahia. Dados recentes da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) indicam que cinco óbitos associados à infecção foram confirmados no estado em 2026. Embora o cenário esteja distante do colapso sanitário observado durante a pandemia, especialistas alertam que o vírus segue em circulação, principalmente entre grupos mais vulneráveis.
Serviços em Salvador
Segundo boletim epidemiológico atualizado até 8 de março, o estado registrou 919 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras semanas do ano. Desses, 32 evoluíram para óbito. Entre as mortes confirmadas, cinco foram causadas por Covid-19 e uma por Influenza, enquanto os demais casos estão associados a outros vírus respiratórios ou aguardam confirmação laboratorial.
Entre as recomendações estão evitar contato com outras pessoas ao apresentar sintomas respiratórios, reforçar a higienização das mãos e utilizar máscara quando necessário, especialmente para proteger grupos de risco, como idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Os dados também indicam maior vulnerabilidade em alguns grupos. As internações por SRAG são mais frequentes entre crianças pequenas, enquanto os óbitos se concentram principalmente entre idosos, o que reforça a importância da vacinação e da vigilância sanitária.
A primeira morte por Covid-19 na Bahia foi confirmada em 29 de março de 2020, no início da pandemia. A vítima foi um homem de 74 anos internado em um hospital privado de Salvador.
O período mais crítico ocorreu em 2021. Em 7 de abril daquele ano, um boletim epidemiológico registrou 189 mortes confirmadas em um único dia, número que marcou o pico da crise sanitária no estado.
Praias e ilhas
Atualmente, o cenário é considerado mais controlado devido ao avanço da vacinação e à disponibilidade de tratamentos mais eficazes. Ainda assim, médicos alertam que o coronavírus permanece ativo e pode causar quadros graves, especialmente entre pessoas não vacinadas ou com maior risco de complicações.