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Da redação
A estudante baiana Maria Clara Dutra, de 19 anos, embarcou no dia 31 de dezembro para os Estados Unidos, onde iniciou o curso de Engenharia de Computação na Augustana University, localizada no estado da Dakota do Sul. Formada por uma escola pública do interior da Bahia, ela foi aprovada em sete universidades norte-americanas após um processo seletivo longo e distinto do modelo brasileiro.
Maria Clara concluiu o ensino médio em 2023 no Colégio Estadual de Tempo Integral Adinália Pereira de Araújo, em Itarantim, no sudoeste baiano. Em 2025, além das aprovações nos Estados Unidos, também foi aceita em instituições brasileiras como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e as Pontifícias Universidades Católicas do Rio Grande do Sul (PUC-RS), do Paraná (PUC-PR) e de Minas Gerais (PUC-MG), em cursos das áreas de Engenharia Mecânica e Engenharia Aeronáutica.
Em entrevista ao G1, ela afirmou que o interesse em estudar fora do país surgiu ainda na adolescência, após a estudante assistir a vídeos sobre o processo de admissão em universidades americanas. A partir disso, a estudante passou a buscar informações sobre o tema e a se preparar academicamente para as seleções internacionais.
Segundo Maria Clara, a candidatura a universidades nos Estados Unidos exige uma avaliação ampla do perfil do estudante. Além do histórico escolar a partir do 9º ano, o processo inclui provas padronizadas como o Scholastic Assessment Test (SAT), exames de proficiência em inglês, cartas de recomendação, participação em atividades extracurriculares, olimpíadas acadêmicas, redações pessoais e a apresentação de documentação financeira.
A preparação acadêmica teve início cerca de quatro anos antes da candidatura, com foco em desempenho escolar, participação em competições de conhecimento e construção do currículo. Já o processo de aplicação levou aproximadamente um ano.
Durante as candidaturas, Maria Clara foi aceita em cursos como Engenharia Aeroespacial, Engenharia Mecânica e Matemática, mas optou pela Engenharia de Computação, área que considera estratégica nos Estados Unidos, devido à concentração de empresas e centros de tecnologia.
A escolha pela Augustana University levou em conta fatores como o perfil do curso, a localização em um estado considerado mais tranquilo e a identidade religiosa da instituição. Católica, a estudante destacou que a universidade é cristã, o que também pesou na decisão.
Outro fator determinante foi a bolsa de estudos concedida pela instituição, que cobre integralmente a anuidade do curso. As despesas com moradia, alimentação e materiais acadêmicos serão custeadas pela família. Maria Clara também recebeu bolsas de outras universidades, como a Stetson University, na Flórida, e a Loyola University, na Louisiana, mas optou pela instituição da Dakota do Sul.