O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou o início de tratamento com medicamento antidepressivo durante a internação no hospital DF Star, em Brasília. A informação foi confirmada pela equipe médica responsável pelo atendimento, em coletiva realizada nesta quarta-feira (31). Bolsonaro está internado desde 24 de dezembro.
O cirurgião Cláudio Birolini afirmou que Bolsonaro já havia utilizado antidepressivos anteriormente, mas em dosagem menor, e agora o tratamento será conduzido de forma mais intensa. “Ele já tomou lá atrás, mas uma dose menor. Agora estamos tratando de forma melhor e espera-se que o tratamento possa fazer efeitos em alguns dias”, explicou.
Segundo o cardiologista Brasil Ramos Caiado, os momentos em que Bolsonaro apresenta soluços prolongados provocam piora no quadro emocional. “Nesses dias ele fica bem abatido. Ele já chegou aqui em um estado emocional mais deprimido, mas oscila muito”, relatou o médico.
Soluços, cirurgias e expectativa de alta
Bolsonaro foi internado em razão de crises persistentes de soluço. Desde então, passou por uma série de procedimentos médicos no hospital. A equipe informou que há previsão de alta para esta quinta-feira (1º), embora ainda não tenha sido definido o horário. Após a saída do hospital, os médicos afirmam que o acompanhamento seguirá normalmente. “Nós iremos até lá sempre que necessário”, afirmou Birolini.
Procedimentos realizados durante a internação
No dia 25, um dia após a internação, Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. Em seguida, os médicos realizaram bloqueios do nervo frênico como tentativa de controle dos soluços. O primeiro procedimento ocorreu no dia 27 e outros dois foram feitos nos dias 29 e 30, devido à persistência do quadro.
Retorno à prisão após alta
Antes de ser levado ao hospital, Bolsonaro estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Assim que concluir a recuperação e receber alta, ele deverá retornar à unidade da PF. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada à trama golpista.