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Da Redação
Em meio à repercussão de mensagens que circulam nas redes sociais sobre uma suposta entrega do controle dos portos da Baía de Todos-os-Santos, o presidente da Autoridade Portuária da Bahia (Codeba), Antonio Gobbo, reafirmou que não há intenção de privatizar a Companhia de Docas do Estado da Bahia nesta gestão. As informações são do jornal Correio.
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“A Codeba não será privatizada”, disse Gobbo, lembrando que os estudos para concessão integral da companhia começaram em 2022, em outra gestão e em um contexto de ineficiência. “Hoje, com a mudança de cenário e de governo, essa proposta não se sustenta”, afirmou.
Segundo ele, o atual direcionamento estratégico do governo federal vai em sentido oposto à privatização. “Muito pelo contrário. É com o aumento da valorização do ativo portuário para que se possam fazer melhores contratos. Hoje, a Codeba é uma companhia lucrativa, que distribui dividendos e participação nos lucros — resultados que nunca tinham acontecido antes”, completou.
Ainda conforme Gobbo, os estudos já divulgados deverão ser revisados e atualizados em aspectos técnicos para se adequarem às novas diretrizes. A revisão ocorre no âmbito da consulta pública conduzida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), que realiza a Audiência Pública nº 4/2025.
Como parte desse processo, empregados da companhia e representantes dos trabalhadores portuários participaram, na última sexta-feira (22), de reunião com o secretário Nacional de Portos, Alex Sandro de Ávila, na sede da Codeba, em Salvador.
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O encontro reuniu sugestões e contribuições da comunidade portuária. Para o presidente da Associação Nacional dos Portuários, Sérgio Giannetto, o momento reforça a voz da categoria. “Somos a favor dos arrendamentos para trazer mais recursos para a Codeba e para o Brasil. Mostramos a nossa pauta, o secretário escutou, mas vamos cobrar. Estaremos na audiência pública fazendo essa discussão com responsabilidade e técnica”.