
Foto: Divulgação
Da Redação
Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia terão acesso a 18.273 consultas, exames e cirurgias em hospitais particulares e filantrópicos de seis municípios. A medida faz parte do programa Agora Tem Especialistas, do governo federal, e representa um investimento de quase R$ 50 milhões no estado.
A iniciativa pretende ampliar a capacidade de atendimento da rede pública e reduzir o tempo de espera por procedimentos especializados. Para isso, instituições privadas e filantrópicas passam a atender pacientes encaminhados pelo SUS e recebem créditos que podem ser utilizados para o abatimento de tributos federais.
Os atendimentos serão distribuídos entre Salvador, Alagoinhas, Feira de Santana, Irecê, Itaberaba e Itabuna.
Salvador terá 3.384 procedimentos, sendo 648 na Real Sociedade Portuguesa de Beneficência 16 de Setembro e outros 2.736 procedimentos cirúrgicos no Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce.
Itabuna terá o maior volume do estado, com 6.612 procedimentos. Desse total, 984 cirurgias serão realizadas no Hospital de Olhos Beira Rio, enquanto o Hospital de Olhos Ruy Cunha ficará responsável por 5.628 atendimentos, entre procedimentos integrados e cirúrgicos.
Em Itaberaba, estão previstos 4.008 procedimentos no Hospital da Chapada Empreendimentos Médico-Hospitalares. Feira de Santana terá 1.788 atendimentos na Santa Casa de Misericórdia, enquanto Alagoinhas contará com 1.431 procedimentos no Hospital das Clínicas.
Explore Guias Locais
Já em Irecê, o Hospital de Cirurgias Sim será responsável por 1.050 cirurgias.
O modelo adotado pelo programa inclui as chamadas Ofertas de Cuidados Integrados, que reúnem consultas, exames e diagnóstico em um mesmo fluxo de atendimento. A proposta é evitar que o paciente precise passar por diferentes unidades para concluir a investigação e o tratamento.
Na Bahia, os atendimentos já começaram. O Hospital das Clínicas de Alagoinhas realizou mais de 280 procedimentos, com produção validada superior a R$ 810 mil.
Em todo o país, o programa prevê 600 mil procedimentos, entre atendimentos integrados e cirurgias. A estratégia também passou a incluir a Terapia Renal Substitutiva, ampliando a participação da rede privada e filantrópica no atendimento de pacientes que necessitam de hemodiálise.