Greve de bancários começa na Bahia nesta quinta



Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Da Redação

Clientes de três dos principais bancos públicos que atuam na Bahia devem enfrentar mudanças no atendimento a partir desta quinta-feira (10). Está prevista para a data o início de uma greve por tempo indeterminado de funcionários da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco do Nordeste.
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A paralisação foi aprovada depois que os trabalhadores dessas instituições rejeitaram as propostas apresentadas durante as negociações da Campanha Salarial 2026. A adesão, no entanto, não significa que todas as agências necessariamente estarão fechadas. O funcionamento poderá variar conforme a participação dos funcionários em cada unidade.

Na Caixa, 97,52% dos trabalhadores que participaram da votação foram contrários à proposta. No Banco do Brasil, a rejeição chegou a 83,82%, enquanto no Banco do Nordeste o índice foi de 72,97%.

A greve deverá começar à 0h de quinta-feira e não tem data definida para terminar. Na véspera, quarta-feira (9), os bancários programaram uma atividade de mobilização no Ginásio, em Salvador, às 18h.

Bancos privados ficam fora da paralisação

A situação é diferente nas instituições privadas. Os trabalhadores desses bancos aprovaram a proposta negociada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que prevê a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
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A aprovação ocorreu em assembleia virtual, com 63,38% dos votos favoráveis. Com isso, bancos privados não fazem parte da greve anunciada para a Bahia.

Na prática, a paralisação deverá atingir principalmente clientes que dependem do atendimento presencial da Caixa, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste. Serviços digitais, caixas eletrônicos e outros canais de atendimento podem continuar disponíveis, mas a oferta de serviços pode variar de acordo com a instituição e a situação de cada agência.

A greve não determina automaticamente o fechamento de todas as unidades dos três bancos. A quantidade de funcionários que aderirem ao movimento será determinante para definir o funcionamento das agências.

Por isso, algumas unidades podem permanecer fechadas, enquanto outras poderão operar parcialmente. A orientação para os clientes é verificar previamente a situação da agência antes de se deslocar.
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A mobilização ocorre em meio às negociações nacionais da categoria. Na Bahia, os trabalhadores dos bancos públicos consideraram insuficientes os acordos específicos apresentados, enquanto a proposta destinada aos empregados da rede privada foi aceita.

O Sindicato dos Bancários da Bahia também aponta um cenário de reestruturação do setor financeiro, marcado pela redução da estrutura física das instituições e por mudanças nas relações de trabalho.

A paralisação poderá sofrer alterações caso haja avanço nas negociações entre os representantes dos trabalhadores e dos bancos nos próximos dias
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