A celebração dos 103 anos de emancipação política de Bom Jesus da Lapa marca a transformação do antigo arraial de fé em um dos centros econômicos, turísticos e agrícolas mais relevantes do Oeste baiano
Oficializada em 31 de agosto de 1923, a emancipação desligou o território do município de Paratinga, garantindo autonomia administrativa para uma região que já se consolidava pelo turismo religioso.
Bom Jesus da Lapa completoa103 anos de emancipação política em 31 de agosto de 2026. Reconhecida nacionalmente como a “Capital Baiana da Fé”, a cidade carrega uma trajetória que une religiosidade, desenvolvimento econômico e forte identidade cultural às margens do Rio São Francisco.
Origens e Elevação a Município
O povoamento da região começou no final do século XVII, impulsionado pela chegada do português Francisco de Mendonça Mar (posteriormente Pe. Francisco da Soledade), que descobriu o complexo de grutas e fundou o Santuário de Bom Jesus da Lapa em 1691.
A consolidação do território passou por diferentes etapas até a autonomia definitiva:
Século XVIII e XIX: O arraial cresceu em volta do Santuário e pertenceu ao município de Paratinga (então chamado Urubu).
31 de agosto de 1923: Através da Lei Estadual nº 1.648, o distrito desmembrou-se de Paratinga e foi oficialmente elevado à categoria de município, conquistando sua emancipação política.
Pilares Sociais e Econômicos
Ao longo do seu primeiro século de emancipação, o município se transformou em um polo regional no Oeste Baiano:
Turismo Religioso: É a terceira maior romaria do Brasil. O Santuário do Bom Jesus da Lapa, encravado no morro de calcário, atrai milhões de fiéis anualmente, impulsionando o comércio, a hotelaria e o setor de serviços.
Capital da Irrigação: A implantação dos projetos de irrigação (com destaque para o Projeto Formoso) transformou o município em um dos maiores produtores e exportadores de banana do país, além de cultivar manga e outras frutas.
Matriz Energética: Nos últimos anos, Bom Jesus da Lapa consolidou-se como um importante polo de energia solar fotovoltaica no estado, atraindo grandes parques geradores.
Cultura e Identidade
A identidade lapense é fortemente marcada pelas tradições ribeirinhas do Velho Chico, pelas festividades da Romaria do Bom Jesus (em agosto) e de Nossa Senhora da Soledade (em setembro), e pelo folclore local, que mistura a fé católica à rica história do sertão baiano.