Justiça do Rio mantém condenação de Dr. Jairinho no caso Henry Borel



Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil


Da Redação

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o recurso apresentado pela defesa do ex-vereador Dr. Jairinho que pedia a anulação do julgamento que o condenou a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela tortura e morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A decisão foi tomada pela desembargadora Maria Angélica Guerra Guedes, que entendeu não haver elementos para comprovar ilegalidade no julgamento realizado na capital fluminense.
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A defesa alegava que a ampla repercussão do caso na imprensa teria comprometido a imparcialidade dos jurados e defendia a realização de um novo júri em outra cidade. O pedido, no entanto, foi rejeitado. Pai de Henry e assistente de acusação, Leniel Borel afirmou que a decisão reforça a legitimidade do julgamento e disse que continuará acompanhando os recursos para garantir que a condenação seja mantida.

Realizado em junho, o julgamento durou 11 dias e foi o mais longo da história do Judiciário do Rio de Janeiro. No mesmo processo, Monique Medeiros, mãe da criança, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo, recebeu perdão judicial por esse crime e foi condenada apenas por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho, com pena considerada cumprida devido ao período de prisão preventiva.
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