MP de São Paulo processa influenciador Léo Marcondes por falas contra pessoas pobres



Foto: Reprodução


Da Redação

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou uma ação civil pública contra o influenciador digital Leonardo Marcondes, conhecido como Léo Marcondes, por publicações consideradas discriminatórias contra pessoas em situação de vulnerabilidade econômica. Entre os pedidos estão a remoção do perfil do influenciador no Instagram, indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos e a proibição de novas postagens com conteúdo semelhante.

A ação foi apresentada pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da capital paulista, que sustenta que Marcondes utilizou as redes sociais para disseminar discursos de ódio contra pessoas pobres, incluindo declarações de que esse grupo não deveria ter direito ao voto.

O processo teve como base um vídeo em que o influenciador afirma que apenas pessoas com melhores condições financeiras deveriam participar das eleições, sob o argumento de que quem não prosperou economicamente não teria capacidade para tomar decisões políticas.
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Segundo o MP, as declarações extrapolam os limites da liberdade de expressão e configuram discriminação social. A Promotoria também cita outras publicações atribuídas a Marcondes, nas quais ele afirma que pessoas pobres “não deveriam ter o direito de transar” e as classifica como “preguiçosas” por não gostarem de trabalhar em feriados. O órgão enquadra esse tipo de manifestação como aporofobia, termo utilizado para definir aversão ou discriminação contra pessoas em situação de pobreza.

Além das declarações, o Ministério Público questiona a atuação profissional do influenciador. De acordo com a ação, Marcondes comercializa cursos, mentorias e palestras sobre empreendedorismo e educação financeira, embora tenha informado, em depoimento ao próprio MP, que não possui formação superior completa.

Em nota, a defesa de Leonardo Marcondes afirmou que ainda não foi oficialmente citada e não teve acesso ao processo. Os advogados informaram que só irão se manifestar após a notificação formal da Justiça.
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