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Da Redação
O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira morreu neste sábado (2), aos 85 anos, no Rio de Janeiro. Reconhecido por sua atuação durante a ditadura militar, ele é considerado um dos nomes mais relevantes da imprensa brasileira no período. A causa da morte não foi divulgada.
Natural de Exu, Pereira iniciou sua trajetória acadêmica na área de exatas, mas migrou para o jornalismo ainda jovem, durante sua passagem pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Em 1964, após o golpe militar, foi perseguido politicamente, expulso da instituição e preso pelo Departamento de Ordem Política e Social.
Política
Ao longo da carreira, trabalhou em veículos importantes, como a Folha da Tarde, e integrou, a convite de Mino Carta, a equipe fundadora da revista Veja, em 1968. Na publicação, participou de uma das primeiras reportagens que denunciaram práticas de tortura durante o regime militar.
Pereira também teve papel central em jornais alternativos de resistência, como Opinião e Movimento, este último considerado pelo Memorial da Resistência um dos mais importantes veículos contra a ditadura.
A Associação Brasileira de Imprensa destacou sua trajetória como fundamental para a defesa da democracia no país. Nos últimos anos, o jornalista vivia no Rio de Janeiro. Ele deixa quatro filhas.