Iphan contrata projeto de R$ 2,9 milhões para restaurar Igreja de São Francisco após desabamento em Salvador



Foto: Reprodução


Da Redação

A Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional firmou contrato de R$ 2,9 milhões para a elaboração de projetos de restauração da Igreja de São Francisco de Assis, no Centro Histórico de Salvador. A iniciativa integra o Novo PAC e ocorre um ano após o desabamento de parte do teto do templo, que deixou uma turista morta e cinco pessoas feridas.
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O contrato foi firmado com a empresa Alma Arquitetura e Restauro Ltda. e prevê a elaboração de projetos de arquitetura e engenharia para recuperação do monumento, conhecido como “Igreja de Ouro”. Os estudos terão vigência até junho de 2027 e serão realizados de forma contínua, com entregas em etapas que permitirão a execução gradual das obras.

O complexo inclui a nave central, o claustro, o convento e outros espaços integrados, o que exige uma estratégia de intervenção por fases. O contrato contempla três frentes principais: o restauro da igreja, a recuperação de bens móveis e o restauro do claustro.

A primeira etapa prevê a entrega dos projetos de recuperação da nave central em cerca de três meses, possibilitando o início das primeiras obras. A coordenação técnica ficará a cargo do arquiteto Mário Mendonça de Oliveira, especialista em restauração de monumentos.

A contratação ocorre na reta final das obras emergenciais iniciadas após o acidente registrado em fevereiro de 2025. As intervenções incluíram a remoção e catalogação de elementos do teto, escoramento de estruturas instáveis, revisão da cobertura e substituição de grande parte das telhas, além do tratamento de peças artísticas.

Por questões de segurança, a igreja segue fechada ao público. O Iphan ainda avalia as recomendações que serão feitas à Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil, responsável pela gestão do imóvel.

O desabamento ocorreu em 5 de fevereiro de 2025 e resultou na morte da turista Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos. Natural de Ribeirão Preto (SP), ela visitava o local quando parte do forro da nave central cedeu.

Dias antes do acidente, o guardião da igreja havia comunicado ao Iphan a existência de problemas estruturais no teto e solicitado vistoria técnica, que estava prevista para o dia seguinte ao desabamento.
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