
Foto: Toda Bahia
Da Redação
O contraste entre a recente requalificação da Praça Jorge Freire, no Costa Azul, e o descarte irregular de lixo nas imediações tem chamado a atenção de moradores da região. Apesar das melhorias promovidas pela Prefeitura com a requalificação da estrutura de lazer, paisagismo e recuperação de equipamentos, o entorno do espaço segue marcado pelo acúmulo diário de resíduos deixados de forma indevida em via pública.
Entre os materiais descartados estão eletrodomésticos quebrados e lixo doméstico, que permanecem espalhados nas calçadas e vias próximas à praça. A situação não apenas compromete a estética urbana de um espaço recém-reformado, mas também representa riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
De acordo com a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), o descarte irregular pode provocar uma série de problemas, como entupimento de bueiros e canais de drenagem, aumentando o risco de alagamentos, além de favorecer a proliferação de vetores de doenças, como ratos, baratas e mosquitos. Em períodos de chuva, como registrado recentemente, o problema tende a se agravar.
Descarte correto
Praias e ilhas
Ao reformar uma casa ou se desfazer de móveis antigos, o descarte correto é uma responsabilidade legal. Em Salvador, abandonar resíduos sólidos em vias públicas é proibido pela Lei nº 8.512/2013, que prevê multas para pessoas físicas entre R$ 129,10 e R$ 1.936,44. Para pessoas jurídicas, os valores variam de R$ 516,38 a R$ 3.872,83, podendo ser dobrados em caso de reincidência ou quando há maior risco ao meio ambiente e à saúde coletiva.
Como alternativa, a cidade dispõe de ecopontos distribuídos em bairros como Itaigara, Itapuã, Alto da Terezinha, Itacaranha, Bonocô e na Ilha de Bom Jesus dos Passos. Esses locais foram criados justamente para receber entulhos, móveis velhos e outros resíduos, evitando o descarte irregular.
