Antes da morte, Oscar Schmidt assumiu arrependimento ao apoiar Jair Bolsonaro: “Despreparo danado”




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Ex-jogador de basquete e ídolo do esporte no Brasil, Oscar Schmidt faleceu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após uma longa luta contra um câncer no cérebro. Antes de sua morte, o maior cestinha da história fez duras críticas à postura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em meio à pandemia da Covid-19, em 2020.

Oscar afirmou que tinha “otimismo” ao dar um voto de confiança ao político conservador no Palácio do Planalto. No entanto, Bolsonaro o decepcionou ao demonstrar um “despreparo danado”, principalmente pelas falas depreciadoras ao vírus. Por exemplo, quando Jair comparou o coronavírus a uma “gripezinha”

Eu votei no Bolsonaro, tinha um otimismo danado nele, muito mais que a maioria das pessoas. Mas todos os dias o cara dá chance pro azar. Eu achei que seria diferente. Confiei e me arrependi. Ele tem mostrado ser outra pessoa, com um despreparo danado para ocupar um posto tão importante. É muito triste durante uma pandemia a gente ainda ter que se preocupar com política. Esse vírus não tem partido, ele pode matar qualquer um. E pra quem ainda chama isso de gripezinha, isso me deixa louco”, afirmou o ex-atleta em entrevista ao UOL.

Já em 2024, também ao portal UOL, Schmidt voltou a criticar Bolsonaro e reafirmou os erros do ex-deputado preso por tentativa de golpe de estado. Desta vez, o ex-atleta apontou como falha a forma como o ex-presidente defendeu os filhos em polêmicas e escândalos de supostos casos de corrupção, como as ‘rachadinhas'.
Bolsonaro foi engolido pelo sistema, infelizmente. Ficou defendendo filho... Filho pode te ferrar, filho não vai ficar pensando em você. A hora que tiver uma divisão, um dinheirão do lado de lá e você, ele vai escolher o dinheirão", disparou Oscar.
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