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Da Redação
Uma laje na Rocinha, maior favela do país, passou a disputar atenção com cartões-postais clássicos do Rio. Conhecido como “Porta do Céu”, o espaço oferece vista ampla da orla e das montanhas e se tornou cenário de vídeos produzidos por drone, vendidos a cerca de R$ 200.
A proposta é simples: subir até o ponto mais alto, escolher o figurino, geralmente com cores vibrantes para destacar nas imagens, e aguardar a vez para a gravação aérea. A procura é alta. Em dias de maior movimento, a fila pode ultrapassar duas horas.
O sucesso ganhou impulso nas redes sociais, especialmente após vídeos divulgados pelo guia Hebert viralizarem. As imagens mostram o contraste entre o casario da comunidade, o verde da mata e o azul do mar, em ângulo cinematográfico.
Novo eixo do turismo
A iniciativa reforça uma tendência já observada em outras comunidades cariocas, como Vidigal e Morro Santa Marta, que há anos exploram o turismo de experiência. Na Rocinha, porém, o diferencial está na produção audiovisual profissional, com drones de alta performance e edição rápida para redes sociais.
O movimento indica uma mudança no perfil do visitante. Mais do que contemplar paisagens tradicionais como o Cristo Redentor ou o Pão de Açúcar, parte dos turistas busca experiências que combinem vivência local e conteúdo digital.