PF investiga suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília após auditoria interna



Foto: Divulgação


Da Redação

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar suspeitas de gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB), com base em informações de uma auditoria externa solicitada pela atual diretoria da instituição. Segundo o Jornal Nacional, o banco já é alvo de outra investigação ligada ao caso do Banco Master.

A auditoria teve início em 2 de dezembro de 2025, após a saída do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. As conclusões preliminares foram encaminhadas pelo atual presidente, Nelson Antonio de Souza, ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, além de terem sido enviadas ao Banco Central e à própria Polícia Federal.

O relatório aponta que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-sócio Maurício Quadrado e o fundador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, adquiriram ações do BRB como pessoas físicas, com participação de até 5% cada e sem direito a voto. As operações teriam ocorrido na gestão anterior e levantaram suspeitas por não terem sido realizadas de forma direta.

De acordo com a PF, há coincidência entre pessoas e fundos envolvidos nessas aquisições e aqueles que participaram de operações consideradas suspeitas entre o BRB e o Banco Master nos anos de 2024 e 2025.

Em nota, o BRB informou que identificou achados relevantes, adotou medidas para proteger seus interesses e busca a recuperação de eventuais prejuízos. A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que as compras seguiram as regras do mercado financeiro. As defesas dos demais citados disseram aguardar acesso aos autos ou não foram localizadas.

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