A União dos Municípios da Bahia (UPB) se reuniu, na tarde desta terça-feira (20), onde tiveram uma reunião sobre a padronização dos cachês para artistas durante festas municipais, especialmente durante o São João. A grande disparidade entre valores pago pelas prefeituras a artistas durante as festas juninas causaram polêmicas e investigações do Ministério Público.
Segundo revelou o presidente da UPB, Wilson Cardoso (PSB), o alinhamento entre os municípios ocorrerá junto ao Tribunal de Contas do Município (TCM) e o Ministério Público da Bahia (MPBA). “Estamos alinhando para depois fazer uma reunião com ele, como fizemos no ano passado, com referência dos municípios que estavam em emergência”, disse.
O presidente da UPB afirmou ainda, durante coletiva com a imprensa, que estão buscando formas de tabelar os preços das apresentações e evitar a distorção. Cardozo ainda defendeu a tabulação como forma de preservar os recursos das prefeituras de cidades baianas.
“Tabelar para evitar situação de ter um município que contratou uma banda por 600 mil reais e o município vizinho contratou essa mesma banda por 400 mil reais. Então, isso não é legal. Não pode acontecer”, declarou.
“Fique bem claro que não é nada contra as produtoras e nem tão pouco contra os artistas. O problema que para os municípios se tornou inviável fazer eventos de grande porte, como se fazia no passado, por conta dessa inflação, que parece que criaram um indexador próprio. Parece que não se obedece mais à inflação, não se obedece a nenhum tipo de taxa, nenhum tipo de indexador”, completou o prefeito de Riachão do Jacuípe, Carlos Matos (União Brasil).
O prefeito de Riachão ainda pontuou que a Bahia, “que é o maior mercado de festejos juninos do Brasil”, tem perdido espaço para outros estados porque o poder econômico que possuem gastos maiores para os festejos juninos.
“Está havendo uma ‘sangria’, a verdade é essa, por conta do valor que está sendo elevado com os gastos dos festejos juninos. Dos 417 municípios da Bahia, mais de 200 têm festas juninas e se tornou insustentável pagar os valores exorbitantes”, completou.
