
Foto: Reprodução/RuralTEC TV
Da Redação
O robalo, peixe encontrado em abundância no litoral brasileiro, superou o salmão e ficou em terceiro lugar em um ranking internacional que avaliou mais de mil alimentos pelo valor nutricional. O pescado alcançou 89 pontos em uma escala de 100, ficando atrás apenas das amêndoas e da fruta-do-conde, também conhecida como pinha.
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De acordo com especialistas, o robalo apresenta perfil nutricional superior ao do salmão principalmente por conter menos gordura. Em média, 100 gramas do peixe têm entre 2 e 5 gramas de gordura, enquanto a mesma porção de salmão pode chegar a 13 gramas. Além de proteínas, o robalo é fonte de magnésio, cálcio, ferro e zinco, nutrientes essenciais para funções como imunidade e cicatrização.
Apesar do destaque nutricional, o robalo ainda tem participação limitada na aquicultura brasileira. Em 2024, o setor aquícola movimentou R$ 11,7 bilhões, crescimento de 15,4% em relação ao ano anterior, mas a produção segue concentrada em espécies de água doce, especialmente a tilápia, responsável por cerca de 70% do total.
Espécies nativas como o robalo-flecha e o robalo-peva são apontadas como promissoras para cultivo, por apresentarem resistência ao manejo, adaptação a diferentes salinidades e alto valor comercial. Atualmente, cultivos experimentais existem em estados como Santa Catarina e São Paulo, ainda em escala reduzida, ao lado de outras espécies marinhas.
Enquanto o Brasil avança lentamente nesse segmento, a Europa já explora o potencial do robalo em larga escala. A União Europeia responde por cerca de 80% da produção mundial do peixe, com destaque para a Grécia, seguida pela Espanha, em um mercado que movimenta bilhões de euros por ano.