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Da Redação
O primeiro boletim InfoGripe de 2026, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na quinta-feira (8), indica tendência de queda nas notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na quase totalidade dos estados e capitais do país.
Apesar da redução geral, o monitoramento das últimas oito semanas mostra que o impacto da SRAG permanece concentrado nos extremos das faixas etárias. As crianças apresentam a maior incidência de casos, impulsionada principalmente pela circulação do rinovírus e do metapneumovírus, o que exige atenção contínua das redes de atendimento pediátrico.
Entre os idosos, o cenário é mais grave. Esse grupo concentra a maioria das mortes por SRAG. Em 2025, foram registradas 13.678 mortes pela síndrome em todo o país. A influenza A foi o agente mais letal, responsável por 47,8% dos óbitos, seguida pelo Sars-CoV-2 (Covid-19), com 24,7%, segundo a Fiocruz.
O boletim reforça a necessidade de vigilância epidemiológica permanente e de atenção redobrada aos grupos mais vulneráveis, mesmo diante da tendência geral de queda dos casos.