
O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a prorrogação, por mais 90 dias, da atuação da Força Nacional de Segurança Pública no sul e extremo sul da Bahia. A medida garante a permanência dos agentes até 21 de abril de 2026, completando um ano de operação nas terras dos povos indígenas Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (22).
A Força Nacional atua em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e em articulação com os órgãos de segurança do estado, sob coordenação da Polícia Federal. Segundo a portaria assinada pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o ministério seguirá responsável pelo apoio logístico da operação. A presença dos agentes busca reforçar a segurança em uma região marcada por conflitos fundiários recorrentes.
A operação teve início em abril de 2025, onze dias após a morte do indígena João Celestino Lima Filho, de 50 anos, baleado durante uma disputa por terra no município de Prado, no extremo sul baiano. Desde então, novos episódios de violência foram registrados. De acordo com a Funai, ao menos seis indígenas foram mortos em conflitos por terra nos últimos três anos na região, considerada uma das mais tensas do estado. Com informações do G1.