
Foto: Divulgação/Fiocruz
Da Redação
O Brasil confirmou a primeira morte provocada pela dengue em 2026. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e envolve um morador de Nova Guataporanga, município do interior paulista situado próximo à divisa com Mato Grosso do Sul.
A vítima, um homem de 53 anos, começou a apresentar sintomas da doença no dia 3 de janeiro. Embora o óbito tenha ocorrido neste ano, o caso foi incorporado às estatísticas epidemiológicas de 2025 porque a notificação foi registrada ao final da semana epidemiológica 53 — critério técnico utilizado para a consolidação dos dados.
Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica, não há, até o momento, outros óbitos confirmados ou em investigação por dengue em 2026 no estado de São Paulo.
Região com alta incidência
Nova Guataporanga integra o Departamento Regional de Saúde de Presidente Prudente, área que concentra uma das maiores taxas de dengue no estado. A incidência local é de 8,04 casos por 100 mil habitantes, acima da média paulista, estimada em 1,91.
Dados atualizados do painel estadual de arboviroses apontam que São Paulo contabiliza, em 2026, 3.768 casos prováveis de dengue. Desse total, 971 já foram confirmados, enquanto 3.389 seguem em análise. Há ainda três registros confirmados de dengue grave.
As regiões de Araçatuba e Presidente Prudente lideram os índices da doença, com taxas de 13,58 e 8,57 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.
Histórico recente amplia alerta
O cenário observado em 2025 ajuda a dimensionar a gravidade do problema. No ano passado, São Paulo confirmou 881.280 casos de dengue e registrou 1.122 mortes. Outros 56 óbitos ainda permanecem sob investigação, e 1.461 ocorrências foram classificadas como dengue grave.
Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde informa que o país soma, em 2026, 9.667 casos prováveis da doença, com três mortes em apuração. Já em 2025, o Brasil enfrentou um dos períodos mais críticos da série histórica, com 1.665.793 casos prováveis e 1.780 óbitos registrados.