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Da Redação
Oito advogados foram presos na manhã desta sexta-feira (3) durante a Operação Sintonia de Gravata, deflagrada para desarticular um esquema de comunicação entre líderes de facções criminosas presos e integrantes das organizações em liberdade. A ação também cumpriu mandados de prisão contra detentos apontados como chefes dos grupos investigados.
Ao todo, a Justiça expediu 22 mandados de prisão preventiva, sendo oito contra advogados e 14 contra integrantes de facções já custodiados no sistema prisional. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Barreiras, Serrinha, Lauro de Freitas e Camaçari.
Segundo as investigações, os advogados são suspeitos de utilizar as prerrogativas da profissão para burlar os protocolos de segurança de um presídio de segurança máxima, transmitindo mensagens, ordens e decisões entre lideranças encarceradas e criminosos que atuavam fora das unidades prisionais.
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o esquema permitia que chefes de facções continuassem coordenando atividades criminosas, como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, movimentação de recursos financeiros e resolução de conflitos internos, mesmo estando presos.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, notebooks e documentos que serão analisados no decorrer das investigações. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, até o limite de R$ 10 milhões, além da indisponibilidade de veículos, imóveis, embarcações e aeronaves.
Conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), as investigações apontam que as facções mantinham uma estrutura organizada e um sistema clandestino de comunicação que assegurava a continuidade das atividades criminosas fora dos presídios.
A Operação Sintonia de Gravata integra uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). Na Bahia, a ação foi realizada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia, Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e Polícia Civil, com a participação de mais de 100 profissionais.