
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Da Redação
O acordo firmado entre o Governo do Rio de Janeiro, a Petrobras e a Naturgy para reduzir o preço do gás natural veicular (GNV), do gás de cozinha e do combustível industrial também tem reflexos diretos na Bahia, onde a estatal retomou investimentos estratégicos ligados à produção de fertilizantes e ao mercado de gás natural.
A redução prevista no Rio pode chegar a 6,5% no GNV, além de queda no custo do gás residencial e industrial. O movimento ocorre em meio à estratégia da Petrobras de ampliar a oferta nacional de gás para reduzir preços e fortalecer setores industriais dependentes do combustível.
Na Bahia, a estatal voltou a operar a fábrica de fertilizantes de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a reativação da unidade só foi possível por causa da redução do custo do gás natural.
O combustível é matéria-prima essencial para a produção de ureia e outros fertilizantes utilizados na agricultura. Com a retomada das operações na Bahia, a Petrobras amplia a produção nacional e reduz a dependência de importações em um dos setores considerados estratégicos para o país.
A estatal informou que, atualmente, coloca entre 50 milhões e 52 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia no mercado brasileiro — quase o dobro do volume ofertado em 2024.
Além da unidade baiana, a Petrobras mantém fábricas de fertilizantes em Sergipe e no Paraná e projeta ampliar sua participação no mercado nacional de ureia nos próximos anos.
O cenário ocorre em meio à pressão internacional sobre os combustíveis provocada pela alta do petróleo no mercado global, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio e pelas tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás natural.
Mesmo diante da alta internacional, o gás natural veicular registrou queda de 1,24% em abril, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).