
Profissionais do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM), instituição administrada pela Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (FASI), tiveram participação de destaque no Curso de Capacitação em Diagnóstico de Morte Encefálica, realizado na terça-feira passada, dia 14, no auditório da Afya – Ciências Médicas de Itabuna.
Promovido pela Central Estadual de Transplantes, com apoio da Organização de Procura de Órgãos (OPO/Sul), sediada no HBLEM, o curso teve como objetivo habilitar e atualizar profissionais de saúde quanto ao protocolo de diagnóstico de morte encefálica – etapa essencial para a efetivação da doação de órgãos.
Entre os palestrantes, o coordenador do Sistema Estadual de Transplantes de Órgãos e Tecidos da Bahia, médico Eraldo Salustiano de Moura, apresentou um panorama sobre a história dos transplantes, os tipos existentes e o funcionamento do processo de doação.
Na sequência, o neurologista pediátrico Camillo Vieira ministrou as palestras “Aspectos teóricos e práticos para o diagnóstico de morte encefálica” e “Diagnóstico de morte encefálica na prática”, com abordagem aplicada à rotina hospitalar.
Representando o Hospital de Base, o médico intensivista Augusto César Costa encerrou a programação presencial com o tema “Manutenção do potencial doador de órgãos”, reforçando a importância dos cuidados clínicos para viabilizar a doação.
Com alta adesão, o evento reuniu médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e estudantes do curso de graduação em Medicina, evidenciando o caráter multidisciplinar da assistência. Estiveram presentes o diretor técnico-médico e o supervisor médico da FASI, Paulo Medauar e Fernando Alves Jr., respectivamente, além da coordenadora da Central Estadual de Transplantes da Bahia, Regina Vasconcellos.
Os participantes receberam certificação mediante participação integral e acesso a conteúdo complementar online, com os temas “Acolhimento familiar” e “Comunicação de más notícias”.
O coordenador médico da OPO Sul, Paulo Medauar Reis, destacou a importância da sensibilização da sociedade para a doação de órgãos. “A aceitação familiar é um desafio que exige preparo, escuta qualificada e uma abordagem humanizada por parte das equipes de saúde”, afirmou.
A parceria entre a OPO Sul do HBLEM e a Central Estadual de Transplantes reafirma o compromisso com a educação permanente e com ações que contribuem para salvar vidas, consolidando a unidade como referência no fortalecimento da rede de doação e transplantes no sul da Bahia.