Sem contabilidade estratégica, quase 900 mil organizações sociais no Brasil arriscam perder milhões em recursos financeiros






O Brasil conta atualmente com cerca de 897 mil organizações da sociedade civil ativas, de acordo com o Mapa das Organizações da Sociedade Civil, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Esse crescimento reflete a expansão contínua do terceiro setor, já que, apenas na última década, o setor registrou um aumento de quase 151 mil organizações.

Com ampla concorrência por recursos públicos e privados, falhas na contabilidade podem significar a perda de editais, doações e parcerias estratégicas. A advertência é da diretora da Brasís Contabilidade e especialista em assessoria de pequenas empresas, Cristiane Almeida, que alerta para os principais pontos que podem fazer a diferença na confiança de investidores sociais.

“Organizações podem ter projetos inovadores e impacto social real, mas sem demonstrativos contábeis claros e controle rigoroso de receitas e despesas, é quase impossível convencer financiadores. Editais e investidores buscam transparência, previsibilidade e governança. Sem isso, até a melhor iniciativa pode ser rejeitada. Entre os problemas mais recorrentes, a falta de padronização nos relatórios, a confusão entre recursos de projetos e despesas administrativas e a ausência de registros auditáveis são as mais incidentes”, explica.

Cristiane reforça que contabilidade estratégica vai além do cumprimento de obrigações legais e se torna ferramenta de sustentabilidade – aliada à expansão institucional do terceiro setor. “Um sistema contábil bem estruturado permite planejar crescimento, alocar recursos com inteligência e traduzir impacto social em números confiáveis. Essa clareza transforma a credibilidade da organização e abre portas para novos recursos, doações e parcerias”, afirma.

Com o crescimento contínuo das organizações sociais e a exigência por resultados transparentes, adotar uma ‘contabilidade estratégica’ se tornou um diferencial competitivo no mercado. “Instituições que conseguem apresentar controle financeiro rigoroso e métricas de impacto social aumentam a confiança de investidores e ampliam a capacidade de execução. Essa é a diferença entre projetos pontuais e atuação sustentável, com reconhecimento nacional”, conclui Cristiane.

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Maria Clara Valério | Assessora de Imprensa
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