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Da Redação
O resgate de uma onça-pintada realizado na quinta-feira (19), em uma usina hidrelétrica no Assentamento Beleza, em Juscimeira, evidenciou a complexidade desse tipo de operação e os desafios da convivência entre grandes predadores e estruturas de infraestrutura no país.
A ação mobilizou dez profissionais, entre policiais da Polícia Militar Ambiental, equipes do Corpo de Bombeiros e veterinários da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso. O trabalho durou cerca de oito horas.
O animal foi localizado por volta das 11h30, preso nos canais da hidrelétrica. Apesar de ser uma espécie com habilidade para nadar, o ambiente artificial dificultou a saída, devido às paredes lisas e ao fluxo contínuo de água, aumentando o risco de exaustão, estresse e até afogamento.
Segundo os profissionais envolvidos, a operação exigiu cautela para evitar ferimentos tanto na onça quanto nas equipes. A presença humana, nesse tipo de situação, tende a elevar o nível de estresse do animal, o que torna indispensável o acompanhamento veterinário.
A onça apresentava quadro de hipotermia, o que impediu a sedação. Como alternativa, as equipes utilizaram um dispositivo mecânico normalmente empregado na limpeza dos dutos da usina, criando condições para que o próprio animal conseguisse escapar.
O caso reforça os impactos da expansão de estruturas humanas em áreas naturais e os riscos enfrentados pela fauna silvestre diante de ambientes modificados