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Da Redação
O Ministério da Saúde classificou como de atenção máxima a situação da Mpox em oito unidades da federação, após aumento recente de casos no país. Estão sob monitoramento reforçado Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia e o Distrito Federal.
De acordo com dados oficiais, há cerca de 90 diagnósticos confirmados e mais de 180 notificações em investigação. São Paulo concentra o maior número de registros, seguido pelo Rio de Janeiro. Nos estados listados, as autoridades intensificaram as ações de vigilância epidemiológica, especialmente em grandes centros urbanos.
O ministério informou que o Sistema Único de Saúde (SUS) mantém estrutura para atendimento de pacientes com sintomas suspeitos, realização de exames laboratoriais e orientação quanto ao isolamento quando necessário. A estratégia é interromper cadeias de transmissão e evitar a disseminação do vírus.
O que é Mpox
A Mpox é uma infecção viral causada por um agente da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pessoas infectadas, além de secreções ou objetos de uso pessoal contaminados.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dores musculares, cansaço e erupções cutâneas que evoluem para bolhas ou feridas em diferentes regiões do corpo. O período de incubação pode variar de três a 21 dias.
Não há, até o momento, medicamento específico aprovado para a doença. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações. Pacientes confirmados devem permanecer isolados até a cicatrização completa das lesões.
Entre as recomendações estão evitar contato íntimo com casos suspeitos ou confirmados, não compartilhar objetos pessoais e reforçar a higiene das mãos.
A Organização Mundial da Saúde também acompanha a evolução dos casos globalmente e revisa periodicamente o nível de risco internacional.