
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS
Da Redação
O período chuvoso favorece a circulação de vírus respiratórios na capital baiana, responsáveis por doenças como gripe e covid-19. A esse cenário somam-se os casos de dengue, que costumam ocorrer com mais frequência no primeiro semestre do ano. Muitas pessoas, no entanto, acabam confundindo os sintomas dessas doenças, que incluem febre, dor de cabeça e dores no corpo.
A infectologista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador, Adielma Nizarala, explica que, para quem não é da área da saúde, é comum confundir essas enfermidades, sobretudo no início do quadro, já que alguns sintomas são semelhantes.
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“Isso pode acontecer, principalmente para quem não é da área da saúde. Por exemplo, dor de cabeça pode ocorrer na gripe, na influenza, na covid e também na dengue. Febre e dor no corpo também aparecem nas três doenças. A diferença é que a dengue não apresenta sintomas respiratórios. Ela pode causar febre, dor no corpo e dor de cabeça, mas não provoca coriza, espirros, secreção nasal ou dor de garganta”, explica.
Com a evolução do quadro, no entanto, os sinais passam a se diferenciar. A covid-19, por exemplo, é uma doença respiratória transmitida principalmente por gotículas e aerossóis. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor no corpo, tosse, coriza e dor de garganta.
“Também podem ocorrer sintomas gastrointestinais, como diarreia e dor abdominal. Outro sinal que pode aparecer na covid é a perda do olfato e do paladar, algo que não é tão comum na influenza. A dor no corpo costuma ser mais leve ou moderada quando comparada à dengue, que provoca dores muito mais intensas”, exemplifica.
A influenza, vírus responsável pela gripe, assim como a covid-19, também é transmitida por gotículas e apresenta sintomas respiratórios semelhantes. A febre, segundo a infectologista, costuma ser mais alta.
“O quadro geralmente começa com mal-estar, dor de cabeça e dor de garganta, evoluindo depois para febre e dores no corpo. A dor muscular pode ser intensa, mas normalmente não chega ao nível da dor provocada pela dengue”, pontua.