
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Da Redação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa o impacto do uso crescente da inteligência artificial nas eleições de 2026 e discute medidas para enfrentar riscos como a disseminação de nudes falsos, a atuação de influenciadores criados por IA e o uso de óculos inteligentes na cabine de votação. As preocupações vêm sendo apresentadas por centros de pesquisa, especialistas em direito digital, integrantes da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e ministros da própria Corte, diante do rápido avanço das tecnologias de manipulação de conteúdo. A reportagem é da Folha de S.Paulo.
Entre as propostas em estudo está a criação de uma força-tarefa de peritos para agilizar a identificação de materiais artificiais e dar mais segurança técnica às decisões durante a campanha. O TSE também avalia firmar acordos de cooperação com empresas desenvolvedoras de IA, como forma de aprimorar a detecção de conteúdos manipulados. A recomendação foi reforçada pelo ministro Gilmar Mendes, que apontou a tecnologia como um novo desafio à integridade do processo eleitoral.
A Justiça Eleitoral já regulamentou o uso de IA nas eleições municipais de 2024, proibindo deepfakes e impondo restrições ao uso de robôs no contato com eleitores. No entanto, técnicos do tribunal alertam que as ferramentas estão cada vez mais sofisticadas, exigindo atualização constante das normas. Um dos pontos sensíveis é a responsabilização de influenciadores artificiais, já que não se enquadram como pessoas físicas ou jurídicas, criando um vácuo legal sobre quem deve responder por eventuais irregularidades.