Suzane von Richthofen é investigada por suposto furto após morte de tio em São Paulo



Foto: Reprodução


Da Redação

Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Suzane von Richthofen voltou ao centro de uma nova controvérsia judicial e passou a ser investigada por suposto furto em São Paulo. A denúncia foi registrada na terça-feira (3), após acusação feita por uma prima, Silvia Gonzalez Magnani, relacionada a bens pertencentes ao médico aposentado Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane, encontrado morto em janeiro.

Segundo o boletim de ocorrência, Suzane teria retirado da residência itens como máquina de lavar, sofá, cadeira ou poltrona e uma bolsa com documentos e dinheiro. O caso ocorre em meio a uma disputa familiar pela herança do médico, estimada em cerca de R$ 5 milhões.

Em processo que tramita na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, Suzane admitiu ter entrado no imóvel e levado alguns bens, incluindo um veículo Subaru XV, além de ter soldado o portão da casa. A justificativa apresentada foi a de preservar objetos que acredita ter direito em eventual partilha futura, antes de decisão judicial.

Com o registro da ocorrência, Suzane passou a ser formalmente investigada pela Polícia Civil por furto. Caso a apuração confirme a prática de crime, ela poderá perder o benefício do regime aberto — que exige ausência de novos delitos — e retornar ao cumprimento da pena em regime mais rigoroso.

Miguel Abdalla Netto morreu em 9 de janeiro de 2026, na casa onde vivia sozinho, no bairro do Campo Belo, na capital paulista. O corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição após um vizinho entrar no imóvel ao notar a ausência prolongada do morador. O atestado de óbito apontou causa da morte como indeterminada, e o caso é tratado como morte suspeita. Sem testamento ou herdeiros diretos, a sucessão dos bens passou a ser disputada judicialmente.
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