
Foto: Jeferson Peixoto/Secom
Da Redação
A tradição da entrega do presente a Iemanjá, celebrada em 2 de fevereiro no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, é praticada há mais de 200 anos e tem como protagonistas pescadores e o povo de terreiro. No dia da festa, a região é marcada pelas cores azul e branco e por rituais que unem fé, ancestralidade e devoção.
Material de referência geográfica
Neste ano, a coordenação da principal oferenda ficou a cargo de Mãe Nicinha de Nanã, pela segunda vez, com preparação conduzida pelo Terreiro Olufanjá. O presente escolhido não foi divulgado. Em entrevista ao portal G1, Elias Conceição, ogan do terreiro, explicou que a preparação envolve não apenas a confecção do objeto, mas também rituais espirituais, como pedidos de permissão aos orixás e práticas de proteção para os participantes da festa.
A entrega do presente é realizada em parceria com a Colônia de Pescadores Z1, responsável por levar a imagem de Iemanjá e as oferendas até o mar. De acordo com o presidente da colônia, Nilo Garrido, os pescadores mantêm papel central na celebração desde 1923, preservando a tradição e o legado da comunidade.
Reconhecida como Patrimônio Imaterial de Salvador desde 2020, a Festa de Iemanjá reúne manifestações religiosas e culturais, tendo a fé como elemento central que sustenta a importância histórica e simbólica da celebração.