A arroba do cacau terminou esta sexta-feira (27) vendida a R$ 135 no sul da Bahia, 10% a menos que ontem (R$ 150). Já na Bolsa de Nova Iorque, a tonelada foi negociada a 2.886 mil dólares, equivalente a R$ 14.803 na cotação de hoje, numa queda de 5,53% em 24h.
O valor da commodity recuou a patamar inferior ao de 2022, antes da crise de oferta que elevou os preços em 2023 e 2024. A queda desencadeou protestos de produtores, como o desta sexta-feira (27), em Ilhéus, em que defenderam maior controle sobre as importações e preço mínimo para o cacau.
Na terça-feira (24), o Ministério da Agricultura e Pecuária determinou a suspensão imediata da importação de cacau da Costa do Marfim, maior produtor do mundo, alegando risco fitossanitário. Já a Casa Civil anunciou que irá acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar se o preço do cacau no Brasil pode estar sendo manipulado por cartelização.
A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau negou a existência de manipulação de preços e afirmou que medidas restritivas contra a importação podem prejudicar o funcionamento de fábricas instaladas no País. Segundo a entidade, a produção interna não é suficiente para suprir a demanda do setor.
