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Da Redação
Entram em vigor nesta segunda-feira (2) novas normas do Banco Central do Brasil que ampliam o combate a fraudes no Pix. A principal mudança está no aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que passa a permitir o rastreamento do dinheiro em múltiplas etapas, mesmo após transferências sucessivas entre contas.
Até agora, o bloqueio perdia eficácia quando o golpista pulverizava os valores rapidamente. Com o chamado MED 2.0, os bancos poderão “seguir” o caminho do recurso por diferentes instituições e bloquear o montante onde ele estiver, elevando as chances de recuperação — hoje abaixo de 10% em casos de fraude.
O fluxo prevê quatro etapas: notificação imediata da vítima no aplicativo do banco; bloqueio do valor em camadas; análise da conta receptora por até sete dias; e, confirmada a fraude, devolução do dinheiro em até quatro dias úteis.
Especialistas alertam que a rapidez da comunicação segue decisiva. Se o valor for convertido em criptoativos ou enviado a plataformas fora do sistema bancário, a recuperação tende a ser inviável.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apoia a medida e defende como próximo passo o bloqueio de CPFs ligados a contas fraudulentas para reduzir a reincidência do uso de “laranjas”.