Maragojipe reforça segurança e teme impacto da violência em tradição das máscaras no Carnaval



Foto: Shutterstock


Da Redação

A tradicional brincadeira com máscaras e fantasias, marca histórica do Carnaval de Maragojipe, no Recôncavo Baiano, enfrenta um clima de medo neste ano. Conforme informações do colunista Bruno Wendel, do Correio, moradores relatam desconfiança em relação a personagens como pierrôs e colombinas, diante do receio de que criminosos utilizem os trajes como disfarce para ataques violentos.

Localizada às margens da Baía de Todos-os-Santos, a cidade vive uma escalada da violência associada à disputa entre facções criminosas, como o Bonde do Maluco e o Comando Vermelho. Ainda de acordo com o colunista, moradores afirmam que a insegurança mudou hábitos antigos. “Antes a gente recebia mascarados em casa. Hoje ninguém abre a porta”, contou um residente ao colunista.

O temor é reforçado por episódios recentes. Em julho do ano passado, cerca de 20 homens armados invadiram de barco a localidade de São Roque do Paraguaçu e dispararam contra lojas e veículos, em ataque atribuído ao CV. No mesmo período, um homicídio com requintes de crueldade foi registrado no distrito de Najé, ampliando o clima de tensão na região.

Diante do cenário, a Polícia Militar anunciou reforço no policiamento para o período momesco. De acordo com o comando responsável pelo Recôncavo, 76 policiais de outras unidades foram deslocados para atuar exclusivamente no Carnaval, além de mais de 200 agentes mobilizados em Maragojipe. A corporação afirma que o objetivo é garantir a segurança dos foliões e preservar as tradições culturais da cidade.
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