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Da Redação
A organização criminosa desarticulada nesta quarta-feira (4), em Salvador, utilizava uma estrutura logística articulada para enviar cocaína ao exterior por meio do Porto da capital baiana. Segundo investigações policiais, o esquema envolvia galpões ligados a facções criminosas e o uso de contêineres com cargas lícitas para ocultar a droga.
De acordo com fonte da polícia, um dos presos atuava como motorista de transportadoras responsáveis por exportações regulares. Ele recolhia cargas de empresas sem ligação com o crime e, antes de chegar ao porto, passava por galpões onde os contêineres eram adulterados para a inserção do entorpecente.
A técnica utilizada, conhecida como “rip off”, consiste na introdução de drogas em contêineres lacrados sem o conhecimento dos exportadores ou importadores. Segundo a investigação, os criminosos violavam os lacres originais, inseriam a cocaína em meio às mercadorias e aplicavam novos lacres falsificados, permitindo que a carga seguisse com documentação regular até o embarque.
A Polícia Federal informou que o método dificultava a identificação da droga nas etapas iniciais de fiscalização, já que os contêineres chegavam ao porto aparentemente intactos. A descoberta do esquema ocorreu após ações de inteligência, cruzamento de dados logísticos e monitoramento de rotas.
Nos casos já mapeados, cerca de 1,7 tonelada de cocaína foi apreendida em operações distintas relacionadas a embarques marítimos com destino à Europa. Em cada ocorrência, centenas de quilos do entorpecente estavam escondidos em meio a cargas comerciais lícitas prontas para exportação.