
A tentativa desesperada do bolsonarismo de criminalizar a cultura popular sofreu uma derrota acachapante. Márlon Reis, ex-juiz e um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, veio a público para enterrar as falsas acusações da oposição contra o desfile da Acadêmicos de Niterói. Segundo o jurista, a exaltação da trajetória de Lula é plenamente autorizada pela lei, que só proíbe pedidos explícitos de voto antes do prazo, algo que jamais ocorreu na avenida.
O desfile, que abriu o Grupo Especial com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, foi uma celebração emocionante da vida do presidente. A narrativa percorreu desde sua origem humilde em Garanhuns até a consagração no Palácio do Planalto. No auge da festa, o ator Paulo Vieira deu vida a Lula na pista, enquanto o próprio presidente, visivelmente emocionado, acompanhava tudo de perto, chegando a descer para sentir o calor do povo.
A escola não se intimidou e levou para a Sapucaí a essência da luta popular, com referências ao número 13 e o coro inconfundível de “Olê, olê, olê, olá”. A primeira-dama Janja e até o aclamado filme "Ainda Estou Aqui" foram citados, conectando a política à arte de forma magistral. Janja, mantendo a elegância e a estratégia para evitar ataques oportunistas da prole de Bolsonaro, acompanhou o desfile do camarote, deixando o destaque na avenida para ícones como Fafá de Belém.
Um dos momentos mais emblemáticos e que causou verdadeiro surto na extrema-direita foi a alegoria que retratou Jair Bolsonaro de forma realista: como um palhaço na prisão, usando trajes listrados e tornozeleira eletrônica. A imagem simboliza o anseio de milhões de brasileiros pela justiça e pelo fim da impunidade daqueles que tentaram destruir a democracia. Esse toque de crítica social é a essência do Carnaval, por mais que doa nos setores autoritários.
A oposição, em sua sanha persecutória, tentou questionar o repasse de R$ 1 milhão para a agremiação, ignorando que o apoio ao Grupo Especial é uma política pública de fomento ao turismo e à cultura que gera bilhões para o Rio. Para os críticos que vivem de fake news, qualquer manifestação artística favorável ao campo progressista é tratada como crime, mas a realidade jurídica apontada por Márlon Reis mostra que a liberdade de expressão e a homenagem histórica são soberanas.
O desfile da Acadêmicos de Niterói entra para a história não apenas pela beleza plástica, mas por reafirmar que Lula é o maior líder operário que este país já viu. Enquanto os derrotados tentam usar os tribunais para calar o samba, a Sapucaí provou que a alegria e a verdade venceram o ódio. O Brasil celebrou seu presidente com a dignidade que ele merece, deixando os ataques rasteiros para o lixo da história.
Com informações do Brasil 247