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Da Redação
O desfile da Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, transformou o Carnaval em palco da disputa política que deve se intensificar até as eleições. A escola levou à avenida o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com referências críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, retratado como palhaço em alegoria. A apresentação mobilizou apoiadores e inflamou opositores, que apontaram possível propaganda eleitoral antecipada.
Antes mesmo do desfile, segundo o Metrópoles, partidos e lideranças de direita tentaram barrar a homenagem na Justiça, sem sucesso. A participação direta de Lula e a expectativa de que a primeira-dama Rosângela da Silva desfilasse geraram debate entre aliados, que avaliaram riscos jurídicos e políticos. Janja desistiu de entrar na avenida, e ministros foram orientados a evitar exposição. Lula acompanhou a escola do camarote e desceu à pista em parte do percurso, cercado por apoiadores e pela segurança.
Após o desfile, a oposição prometeu nova ofensiva judicial, alegando uso indireto de recursos públicos para promoção pessoal. O senador Sergio Moro criticou o que chamou de propaganda antecipada, enquanto o governador Romeu Zema também reagiu nas redes. Do lado petista, parlamentares como Maria do Rosário e Humberto Costa exaltaram a homenagem e rebateram as críticas. O episódio ampliou a polarização e antecipou o clima eleitoral no país.