
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
Da Redação
O mercado brasileiro de smartphones vive um período de retração marcado pelo aumento dos preços e pelo adiamento da troca de aparelhos pelos consumidores. Mesmo com desemprego baixo e renda em recuperação, o custo elevado dos celulares tem levado os brasileiros a prolongar o uso dos dispositivos. A expectativa é de que os preços subam até 20% em 2026, enquanto as vendas devem cair para 31,6 milhões de unidades, o menor patamar desde 2012. A reportagem é do jornal O Globo.
A principal explicação para esse cenário está no encarecimento dos chips de memória, pressionados pela forte demanda da indústria de data centers e da inteligência artificial. Soma-se a isso o dólar acima de R$ 5 e os juros elevados, que dificultam o crédito para um produto majoritariamente comprado a prazo. Diante disso, fabricantes têm concentrado lançamentos em modelos intermediários e premium, buscando margens maiores em vez de volume, o que reduz a oferta de celulares mais baratos.
Como alternativa para viabilizar a troca, cresce o uso do trade-in, em que o consumidor entrega o aparelho antigo em troca de descontos. Essa prática tem impulsionado o mercado de celulares recondicionados e ajudado a sustentar as vendas no segmento premium. Ainda assim, especialistas avaliam que o ciclo de troca continuará mais longo e que a instabilidade do setor deve se estender ao menos até o fim da década, com preços médios mais altos e vendas moderadas.