Prefeitura de Itabuna participará de debate sobre a importação do cacau africano e a depreciação da cotação no mercado





A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA), participará de encontro na próxima segunda-feira, dia 2, às 13h30min, na Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano (AMURC), para debater a importação do cacau africano e a depreciação da cotação no mercado.

Os temas serão discutidos no Fórum de Secretários da Agricultura da Região Cacaueira, diante da mobilização de produtores de cacau e lideranças da lavoura frente à repentina depreciação das cotações nos mercados interno e internacional nas últimas semanas, após um período de preços elevados para a tonelada, que oscilaram entre US$ 6 mil e US$ 13 mil nos últimos dois anos no mercado internacional, com variação da arroba entre R$ 290 e R$ 1 mil no mesmo período.

O titular da SEAGRIMA, secretário João Carlos Oliveira da Silva, participou de um encontro virtual preliminar com seus homólogos na manhã desta terça-feira, dia 27, quando defendeu a mobilização regional para solicitar à bancada baiana no Congresso Nacional que lidere a luta pela reversão do quadro preocupante para a lavoura, que começa a emergir da crise das últimas três décadas e meia.

“O que preocupa é o fechamento de rodovias federais em protesto por parte de cacauicultores, quando a luta deve ser política, envolvendo os parlamentares baianos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. No encontro virtual de hoje, a sugestão que apresentei foi o envolvimento da classe política para pressionar o Governo Federal e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) contra a flexibilização dos critérios de defesa fitossanitária, que permite a entrada de cacau importado sem o rigor técnico necessário”, comentou.

João Carlos lembrou que a deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) lidera a bancada baiana no Congresso Nacional e mantém boa interlocução com a Região Cacaueira da Bahia. “É um processo de discussão amplo, já que a questão da queda das cotações depende das bolsas de mercadorias e commodities de Nova York e Londres, enquanto a importação de cacau é de competência do Ministério da Agricultura”, realçou.

Há a sugestão do tema “Deságio, não. Chocolate 35% de cacau” como slogan da atual mobilização, sob o argumento de que, além de produtor, o Brasil possui elevado consumo de cacau e chocolate, enfrenta um déficit de cerca de 120 mil toneladas por ano e que a importação do cacau africano representa mais riscos para a lavoura cacaueira baiana.

“Além disso, como explicar a queda das cotações justamente no momento em que se anuncia o acordo comercial Mercosul–União Europeia? Portanto, não há justificativa técnica nem de mercado para a depreciação dos preços do cacau, que chegaram a alcançar níveis historicamente elevados nos mercados internacional e interno”, finalizou.
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