Justiça recebe denúncia e converte prisão em preventiva do acusado de matar oficial de Justiça em Ibicaraí
MP denuncia Igor Mendes dos Santos por homicídio triplamente qualificado; processo segue para o Tribunal do Júri
Decisão aponta extrema violência, risco à instrução e possibilidade de fuga
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A Justiça da Bahia recebeu a denúncia do Ministério Público contra Igor Mendes dos Santos, 25 anos, acusado de matar o oficial de Justiça Kergivan Ambrósio de Oliveira Mateus, 65, em Ibicaraí.
A ação penal tramita na Vara Criminal de Ibicaraí como Ação Penal de Competência do Júri e imputa ao réu homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima (art. 121, §2º, II, III e IV, do CP).
Na mesma decisão, assinada em 14 de dezembro pela juíza Bruna Montoro de Souza, a magistrada converteu a prisão temporária em preventiva, destacando a gravidade concreta do crime, a periculosidade evidenciada pelo modo de execução, o risco à ordem pública, a conveniência da instrução e a necessidade de garantir a aplicação da lei penal.
O réu permanece preso desde 15 de novembro, quando foi capturado, e já teve a custódia mantida em audiência.
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Provas e dinâmica descritas na decisão
Segundo a decisão judicial, a materialidade está comprovada pelo laudo necroscópico, que aponta morte por múltiplas lesões de arma branca.
Os indícios de autoria recaem de forma robusta sobre Igor: ele foi a última pessoa vista com a vítima na noite dos fatos; digitais dele foram encontradas em garrafa de cerveja dentro da casa e no veículo subtraído; e o próprio acusado admitiu a autoria em interrogatório policial.
O texto judicial descreve que o ataque ocorreu no interior da residência, após consumo de bebida alcoólica, quando a vítima estava vulnerável, recém-saída do banho e recolhida ao quarto.
Conforme apurado, o acusado teria ido à garagem, pegado um facão e retornado para golpear Kergivan de forma repentina, impedindo reação.
O veículo da vítima foi levado e depois abandonado em área rural.
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Fundamentos da preventiva
A magistrada apontou que o modus operandi revela despr
