Diretora de funerária é acusada de manter corpos de bebês em casa no Reino Unido



Foto: Reprodução


Da Redação

Uma denúncia envolvendo a diretora de uma funerária em Leeds, no norte da Inglaterra, causou comoção entre famílias enlutadas e expôs falhas graves no setor funerário britânico. Amie Upton, 38 anos, responsável pela empresa Florrie’s Army, é acusada de manter corpos de bebês em sua própria residência. O caso foi revelado pela BBC.

Zoe Ward, que perdeu o filho Bleu com apenas três semanas de vida em 2021, afirmou ter contratado os serviços de Upton acreditando que o corpo seria preservado em condições adequadas. No entanto, ao visitar o local, encontrou o bebê em uma cadeirinha na sala da funerária, diante da televisão ligada em desenhos animados.

“Eu percebi que era o Bleu e ela [Amie] disse: ‘Entra, estamos assistindo a um desenho animado’. Tinha um arranhador de gato no canto, dava para ouvir um cachorro latindo e havia outro bebê morto no sofá. Não era uma visão agradável. Liguei para minha mãe dizendo: ‘Está sujo, está imundo, ele não pode ficar aqui’”, relatou a mãe.

Outro casal também denunciou situação semelhante após a morte da filha natimorta em 2025. Sharon e Paul relataram que esperavam encontrar o corpo em uma capela funerária, mas descobriram que ele estava na casa da diretora, em condições precárias.

Diante das acusações, o Leeds Teaching Hospitals proibiu Upton de acessar necrotérios e maternidades. A polícia de West Yorkshire investigou os episódios, mas concluiu que, apesar do sofrimento causado às famílias, não há crime que possa ser configurado na legislação atual.

As denúncias reacenderam o debate sobre a necessidade de revisão das normas e fiscalização no setor funerário no Reino Unido. Autoridades estudam medidas para elevar os padrões de atendimento e impedir que casos semelhantes voltem a ocorrer.
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