Número de mortos em terremoto no Japão passa de 50




Da Redação

Os socorristas japoneses enfrentaram o relógio e fortes tremores nesta terça-feira (02) para encontrar sobreviventes do terremoto no Dia de Ano Novo que matou até agora 57 pessoas e causou destruição generalizada, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo.

— Danos muito extensos foram confirmados, incluindo inúmeras vítimas, desabamentos de edifícios e incêndios — disse o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, após uma reunião de resposta a desastres. — Temos que correr contra o tempo para procurar e resgatar as vítimas do desastre.

O terremoto de magnitude 7,5 atingiu Ishikawa, no lado do Mar do Japão, na ilha principal de Honshu, às 16h10 (hora local) de segunda-feira, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Segundo as autoridades japonesas, a magnitude do tremor foi de 7,6. O tremor desencadeou ondas de tsunami com mais de um metro de altura, provocou um grande incêndio e destruiu estradas.

Na Península de Noto, a destruição incluiu edifícios danificados pelo fogo, casas arrasadas, barcos de pesca afundados ou levados pela maré e rodovias atingidas por deslizamentos de terra.

— Fico surpresa que a casa esteja tão destruída e que todos na minha família tenham conseguido sair ilesos — disse Akiko, em pé do lado de fora da casa inclinada de seus pais na cidade gravemente atingida de Wajima.

A maneira como o ano de 2024 começou “ficará gravada na minha memória para sempre”, disse ela à AFP após o que chamou de terremoto longo e violento na segunda-feira.

— Foi um solavanco tão poderoso — disse Tsugumasa Mihara, 73 anos, enquanto esperava com centenas de outras pessoas por água na cidade vizinha de Shika.

As imagens aéreas mostraram a escala aterrorizante de um incêndio que se espalhou pela antiga área de mercado de Wajima, onde um prédio comercial de sete andares desabou. Os danos causados pelo terremoto prejudicaram os esforços de resgate para extinguir o incêndio.

O governador de Ishikawa, Hiroshi Hase, escreveu nas redes sociais que estradas foram cortadas em áreas extensas devido a deslizamentos de terra ou fissuras, enquanto no porto de Suzu “múltiplas” embarcações viraram.

O prefeito de Suzu chamou os danos na cidade de “catastróficos” e disse que 1.000 casas foram completamente destruídas, com 4.000 a 5.000 residentes incapazes de viver em suas casas, de acordo com a mídia local.
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