Aos 115 anos, alagoana é apontada como a pessoa mais velha do Brasil e a quarta do mundo



Foto: Divulgação/LongeviQuest


Da Redação

Nascida em 1911, em Coruripe, no litoral sul de Alagoas, Yolanda Beltrão de Azevedo alcançou uma marca rara: aos 115 anos, é reconhecida como a pessoa viva mais velha do Brasil e ocupa a quarta posição no ranking mundial, segundo a organização LongeviQuest.
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Moradora de Maceió, ela comemorou o aniversário em janeiro de 2026 ao lado de familiares. Mãe de quatro filhos, Yolanda construiu uma família que já reúne 13 netos, 30 bisnetos, 19 tataranetos e um tetraneto, conforme registros de sua trajetória aos 107 anos.

Ao falar sobre os hábitos que podem estar relacionados à longevidade, a centenária contou que sempre teve uma alimentação variada. Uma bebida, no entanto, ficou de fora de sua rotina: o suco de maracujá, que costuma provocar desconforto no estômago.

A manutenção da mente ativa também faz parte de seu cotidiano. Yolanda gosta de ler, rezar o terço e passar tempo com a família. O crochê já foi outro de seus passatempos preferidos. Em um relato aos 107 anos, explicou como a atividade exigia concentração.

“Quando faço crochê, não penso em mais nada, então nunca erro um ponto”, contou.

Uma vida ligada à história de Coruripe

Yolanda foi a primeira de 15 irmãos. Aos 17 anos, em 18 de julho de 1928, casou-se com Francisco de Araújo Azevedo, que mais tarde assumiria a Prefeitura de Coruripe, entre 1947 e 1950. Da união nasceram Maria Isa, José, João e Irmã Yolanda Maria.

Três dos filhos morreram: José, em 2005; Maria Isa, em 2016; e João, em julho de 2025. A filha Irmã Yolanda permanece viva. Entre os irmãos da centenária, a única sobrevivente é Maria Salete Beltrão de Castro, nascida em março de 1933.

Reconhecimento internacional

A idade de Yolanda foi verificada pelos pesquisadores Iara Souza e Gabriel Ainsworth e validada pela LongeviQuest em 27 de março de 2024. Com isso, ela se tornou a primeira supercentenária documentada de Alagoas — classificação concedida a pessoas que atingem os 110 anos.

O reconhecimento internacional foi acompanhado por homenagens. Em abril de 2025, recebeu uma placa da organização por ocupar a terceira posição entre os brasileiros mais longevos. Em setembro daquele ano, passou a ser considerada a pessoa mais velha do Brasil e da América do Sul, após a morte de Izabel Rosa Pereira, aos 114 anos.
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Em dezembro de 2025, Yolanda recebeu o Troféu LongeviQuest. No mês seguinte, foi homenageada por João Marinho Neto, brasileiro que naquele período era reconhecido como o homem mais velho do mundo.
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