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Da Redação
A morte do macaco-prego Alcebíades, que pertencia ao ex-deputado Marcell Moraes, provocou uma confusão em um condomínio residencial na Avenida Paralela, em Salvador, nesta quinta-feira (8). Após a confirmação da morte do animal, o ex-parlamentar teria discutido com moradores e arremessado um objeto metálico contra uma residência, quebrando uma vidraça. Ninguém ficou ferido.
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Segundo a proprietária do imóvel, Moraes responsabilizou os vizinhos pela morte do animal e publicou uma transmissão ao vivo nas redes sociais com ameaças aos moradores.
“Ele fez uma live nas redes sociais primeiro, ameaçando todo mundo aqui de morte, dizendo que nós tínhamos matado o macaco, fazendo um escândalo”, relatou a mulher.
Em outro vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado pediu desculpas aos moradores da casa atingida e afirmou ter acusado o imóvel errado. “Acabo de saber que a casa que eu acusei não foi a casa correta. A menina que estava comigo falou que era aquela casa, mas não era”, declarou.
Apesar do pedido de desculpas, Moraes afirmou que os responsáveis pela morte do animal seriam punidos e convocou um protesto no condomínio para esta sexta-feira (9).
Versões divergentes sobre agressão ao animal
Uma jovem que acompanhava o ex-deputado afirmou, em vídeo, que o macaco teria sido atingido por um golpe de pá desferido por um vizinho que tentava afastá-lo de uma residência durante a fuga do animal, na segunda-feira (5).
A versão foi contestada pela proprietária da casa. Ela confirmou que havia uma pessoa com uma pá de lixo no condomínio quando o macaco estava solto, mas negou que o animal tenha sido agredido.
A Polícia Militar foi acionada por uma moradora e esteve no local.
Macaco invadiu casas e feriu moradores
Alcebíades foi capturado na segunda-feira (5), após invadir residências no condomínio Alphaville 2, em Salvador, e apresentar comportamento agressivo. De acordo com a Companhia de Policiamento e Proteção Ambiental (Coppa), o animal havia ferido pessoas durante as ocorrências.
Entre os episódios relatados, o macaco teria quebrado um box de vidro e invadido um quarto onde estava um recém-nascido de cinco dias. Três moradores e um segurança foram encaminhados à Delegacia de Itapuã para prestar depoimento. Um policial militar também foi mordido pelo animal e recebeu atendimento médico.
Segundo informações obtidas no local, o macaco teria ingerido bebida alcoólica, álcool 70% e medicamentos encontrados em uma das residências invadidas. A ingestão dessas substâncias foi apontada como uma possível causa da alteração de comportamento, mas não houve confirmação.
Após a captura, o animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).
Quadro clínico e morte
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) informou que o macaco chegou ao Cetas desacordado, com nível de consciência reduzido e pouca resposta a estímulos.
Na avaliação clínica, os veterinários identificaram lesões traumáticas no rosto, com cortes próximos à narina direita, além de ferimentos na língua. O animal também apresentava temperatura corporal de 42 °C e frequência cardíaca superior a 170 batimentos por minuto.
Durante os procedimentos de estabilização, foram observados salivação intensa, vocalizações, movimentos involuntários dos membros e um episódio de defecação.
Diante dos sintomas, a equipe veterinária levantou a hipótese de exposição a substâncias tóxicas. A causa da morte, no entanto, ainda depende de esclarecimentos por meio de exames complementares.