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Da Redação
A Justiça do Rio de Janeiro encerrou a recuperação judicial das Lojas Americanas após a empresa cumprir as obrigações previstas no plano que venciam nos dois primeiros anos após a homologação, realizada em fevereiro de 2024. A decisão foi assinada pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do Rio.
Em comunicado, a varejista afirmou que pretende ampliar suas operações, fortalecer o modelo de negócios de forma sustentável e aprimorar a experiência dos clientes. A empresa também agradeceu aos funcionários, fornecedores, consumidores e parceiros pelo apoio durante o período de reestruturação.
O processo de recuperação judicial começou em janeiro de 2023, após a divulgação de inconsistências contábeis bilionárias na companhia, que desencadearam uma crise financeira e investigações sobre possíveis fraudes.
Na última quinta-feira (15), 12 ex-executivos da empresa se tornaram réus em uma ação penal por suspeitas de associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado. O ex-diretor Márcio Cruz firmou acordo com o Ministério Público Federal (MPF) em outubro de 2025.
Os principais acionistas da varejista, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, não foram denunciados pelo MPF. Segundo as investigações citadas na reportagem, eles teriam sido enganados pelos ex-executivos envolvidos no caso.